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Data: 17.10.2018 16:47

Vote pela democracia, contra a barbárie


Diante da onda autoritária que ameaça devastar o Brasil, a diretoria do Sindicato não pode se calar. Não é hora de neutralidade; é hora de defesa dos direitos humanos, da liberdade, da democracia.

Dois projetos de país estão em disputa no segundo turno da eleição presidencial, que acontece no dia 28 deste mês de outubro. A candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) carrega em suas entranhas o discurso de ódio, racismo, misoginia, preconceito e xenofobia. E mais: defende o autoritarismo, faz apologia da ditadura militar instalada em 1964, quer restaurar o período obscurantista. Propõe até retirar o Brasil da ONU (Organização das Nações Unidas).

Ao incitar a violência, o uso de táticas fascistas para intimidar minorias e rivais, o candidato à presidente pelo PSL espalha o terror, o medo, de Norte a Sul do país. O mestre em capoeira Moa do Katendê foi morto com 12 facadas pelas costas, em Salvador, após declarar voto no PT; em Curitiba (PR), um jovem foi agredido porque usava um boné do MST; no Recife, após criticar o candidato à presidente pelo PSL, uma funcionaria pública foi espancada por uma mulher acompanhada de três homens; em Porto Alegre, uma jovem que portava mochila com adesivo da bandeira LGBT e os dizeres “ele não” foi atacada por três homens e marcada na barriga com um símbolo similar à suástica.

O ódio virou plataforma do candidato Jair Bolsonaro, que ameaçou “botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil”. E, em entrevista à Rádio CBN, no último dia 11, disse que o número de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985) é igual ao de vítimas no Carnaval. Ousou comparar o incomparável. Vamos aos fatos. Segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade, foram registrados 434 casos de mortes e desaparecimentos de pessoas sob a responsabilidade do Estado brasileiro no período entre 1946 e 1988. Em 2018, 103 pessoas morreram nas estradas no período do Carnaval, informa a Rádio CBN. O candidato da extrema-direita, vale lembrar, tem como ídolo o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado pela Justiça brasileira por sequestro e tortura durante a citada ditadura militar, nos anos de chumbo.

A diretoria do Sindicato não tem partido, mas tem lado. Sempre esteve e continua ao lado dos cidadãos que defendem a tolerância, a diversidade, a civilidade, uma sociedade inclusiva e igualitária. Neste momento histórico, não é permitido fazer escolha errada. Para derrotar o autoritarismo, somente uma frente ampla, suprapartidária, que reúna liberais, democratas de centro e de esquerda em torno de um programa mínimo que, entre outros pontos, contemple o combate à corrupção e priorize a luta contra a desigualdade e a miséria.

A candidatura de Fernando Haddad (PT) representa uma trincheira contra o retrocesso. E temos claro: votar em Fernando Haddad não significa adesão ao PT; simplesmente um voto pela democracia, contra a barbárie.

Vote Haddad.

A Diretoria


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